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Seg, 07 de Setembro de 2009 03:14

Traduções assistidas por computador vs. Traduções automáticas

Escrito por Gabriel Fairman
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Apesar de uma grande variedade de softwares de traduções automáticas se encontrar disponível na internet, poucas pessoas sabem a diferença entre uma tradução automática e uma tradução assistida por computador. Eu realmente não sabia disso.

Antes de fazer parte do mercado de tradução, por exemplo, eu pensava que as traduções assistidas por computador eram feitas ao inserir um trecho de um texto em algo parecido com essas ferramentas de idiomas da internet, obtendo uma confusão literal quase incompreensível e depois fazer com que um editor ou revisor melhorasse o texto até um nível aceitável. Eu pensava que a tradução automática pudesse comprometer a sensibilidade e a humanidade de um tradutor, e, consequentemente, a qualidade da tradução como um todo.

É verdade que muitas pessoas pensam isso sobre as traduções assistidas por computador, mesmo que para mim seja mais próximo de um desastre assistido por computador. Para mim, a tradução assistida por computador é aquela em que o tradutor utiliza uma interface como o Trados para interagir com uma grande variedade de terminologia e frases armazenadas, o que proporciona agilidade e consistência, que não poderiam ser obtidas de outra forma.

O Trados utiliza a memória de tradução. Memória de tradução significa que toda vez que um tradutor interpreta um termo ou uma frase, ela é armazenada na memória de tradução e oferecida como uma possível tradução na próxima vez que um tradutor precisar traduzir o mesmo segmento original ou um extremamente parecido.

Imagine, por exemplo, que cada vez que um tradutor encontre um termo-chave (e que podem existir mais de 200 termos-chave no texto), ele tenha que consultar uma lista. Quais são as chances de ele esquecer um termo? Quais são as chances de traduzir o título de uma seção de uma forma no índice, e de outra forma no verdadeiro título da seção? Esses erros de tradução são comuns, e se eles não existirem significa que o tradutor está perdendo muito tempo se preocupando em manter a consistência e homogeneidade, o que o computador o ajudaria a fazer.

Ao mesmo tempo, se for utilizado de forma incorreta, o auxílio do computador pode ser desastroso. Traduzir o título de uma seção ou um termo-chave de forma incorreta uma vez significaria, provavelmente, que o termo ficaria incorreto todas as outras vezes. Se o tradutor não for cuidadoso e não vir cada nova ocorrência como uma oportunidade de alterar a primeira definição dada para o termo, os resultados podem ser extremamente negativos. Saiba mais sobre esse assunto em "Como a implementação da memória de tradução afeta os conjuntos de habilidades apreciados em tradutores”.

Última modificação em Seg, 07 de Setembro de 2009 17:48

Gabriel Fairman

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Sobre o autor:

Gabriel Fairman é um filósofo e empresário brasileiro, atualmente Diretor Executivo do Bureau Translations, que aplica os princípios básicos do Budismo em conjunto com o Construcionismo Social e o pensamento Shaolin nas rotinas diárias da empresa. É conhecido por sua abordagem humanitária em relação aos negócios e às palestras sobre a origem da metáfora de Tradução e como uma compreensão dessa origem altera o ato tradutório em si. A linha de pensamento atual de Fairman leva à compreensão e apreciação de metáforas e suas origens ao limite, no que diz respeito à projeção de uma luz sobre como fazemos as coisas e como poderíamos encará-las de uma forma diferente.